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Programas Infantis da TV Globo - 1965 / 2015

Foto 3 de 65

Tia Fernanda e os alunos estudavam, aprendiam, brincavam e rezavam ( !!! ). O programa foi ao ar até o final de 1968

Tia Fernanda e os alunos estudavam, aprendiam, brincavam e rezavam ( !!! ). O programa foi ao ar até o final de 1968

Foto: Memória Globo

O infantil estreou no dia da inauguração da Globo, em 26 de abril de 1965
Apresentado pela professora Fernanda Barbosa Teixeira, a Tia Fernanda, era basicamente como uma escola, com sala de aula e tudo
Tia Fernanda e os alunos estudavam, aprendiam, brincavam e rezavam ( !!! ). O programa foi ao ar até o final de 1968
Também estreou na inauguração da Globo, em 26 de abril de 65. Era transmitido ao vivo e apresentado pelo Capitão Furacão (vivido por Pietro Mário)
Capitão Furacão apresentava gincanas, contava histórias e exibia desenhos animados
As crianças que participavam eram os "grumetes". Entre elas, a então pequena Elisângela (de saia branca na foto). O programa foi ao ar até o fim de 1970
Era um seriado diário que ia ao ar após o "Jornal Nacional" e antes da novela das 20h. Chico Anysio interpretava Linguinha, um super herói didático que vivia combatendo o vilão Mr. Yes
"Hey Shazam, herói de revista em quadrinho...", dizia a música-tema. Paulo José (Shazam) e Flávio Migliaccio (Xerife) estrelavam o seriado infantil, sempre a bordo da "Camicleta" (Caminhão com Bicicleta)
A série foi criada após o sucesso de Shazam e Xerife na novela "O Primeiro Amor", de 72. Na foto, a dupla com a pequenina Isabela Garcia
"Vila Sésamo" foi uma co-produção da Globo com a TV Cultura de São Paulo, adaptando para o Brasil a matriz americana ("Sesame Street"). No elenco, Milton Gonçalves, Aracy Balabanian, Armando Bógus e Sônia Braga
Os bonecos americanos foram adaptados no Brasil por Naum Alves de Souza. Dentro do enorme pássaro Garibaldo estava o ator Laerte Morrone
O programa era didático e educativo, e suas tramas se passavam na tal vila do título. Em 2007, a TV Cultura produziu um remake do projeto
Estreou em 72 e ficou 10 anos no ar, passando por várias fases. Era um telejornal dedicado ao público mirim, com reportagens e notícias
Na fase colorida, em 1977, Paula Saldanha tornou-se a apresentadora, acompanhada do macaco Loiola
Anos antes de Ana Maria Braga e seu Lôro José, Paula e Loiola já animavam as manhãs globais
Entre os desenhos animados exibidos pelo Globinho, marcou época a dupla de massinha Mio e Mao
O programa foi pioneiro também ao apresentar reportagens sobre ecologia, assunto que na época ainda não estava em moda
"Não existe nada mais antigo do que cowboy que dá 100 tiros de uma vez", cantava a música de abertura desse programa que exibia desenhos e séries americanas
Dentro do "Globo Cor Especial" eram exibidos por exemplo o desenho da banda Jackson Five e a série "A Família Dó-Ré-Mi"
Em 1977 estreava mais uma co-produção Globo e TV Cultura: a ambiciosa adaptação da obra infantil de Monteiro Lobato. Ficou no ar até 1986, marcando gerações e recebendo prêmios internacionais, inclusive da UNESCO
No elenco original estavam Júlio César (Pedrinho), Rosana Garcia (Narizinho), Zilka Salaberry (Dona Benta), Dirce Migliaccio (Emília), André Valli (Visconde) e Jacyra Sampaio (Tia Nastácia)
Ao longo de dez anos, os autores adaptaram todas as histórias criadas por Monteiro Lobato nos livros publicados nos anos 20, 30 e 40. Parte do elenco foi mudando periodicamente
Reny de Oliveira passou a viver a Emília; a dupla Pedrinho e Narizinho mudava conforme os atores iam crescendo -   no início dos anos 80, Marcelo Patelli e Daniele Rodrigues viviam os primos, netos de Dona Benta
Em 1980, a Globo passou a investir no filão "especiais musicais infantis", todos trazendo astros da MPB. O primeiro foi "A Arca de Noé", no projeto Vinicius para Criança (o especial tinha músicas compostas por Vinicius de Moraes, que acabara de morrer, e Toquinho)
Um ano depois, "A Arca de Noé II" dava continuidade, com mais astros da MPB, como o próprio Toquinho
E As Frenéticas, interpretando "O Pintinho". Todos os programas da época tinham suas trilhas lançadas em LP, transformando as músicas em hits
Em 82, para comemorar centenário de nascimento de Monteiro Lobato, a emissora criou "Pirlimpimpim", outro musical, com composições de vários artistas. Baby do Brasil (na época Consuelo) viveu Emília, no especial inspirado mais uma vez no universo do Sítio do Picapau Amarelo
Ricardo Graça Mello (filho de Marília Pêra) e Bebel Gilberto (filha de João Gilberto) viveram Pedrinho e Narizinho. A cantora mirim Aretha (filha de Vanusa) conduzia a narrativa do programa
O ponto alto do programa (e do disco com a trilha) foi "Lindo Balão Azul", de Guilherme Arantes, com Ricardo, Bebel, Baby e Moraes Moreira (Visconde)
Dois anos depois, a Globo produziu o "Pirlimpimpim II", mas sem o mesmo sucesso. Novas crianças participavam: além de Aretha (direita), estavam Gabriel Vanucci e Marinella Graça Mello
No elenco adulto, o ex-Dzi Croquettes Paulette surgia
Outro grande sucesso do filão foi "Plunct Plact Zuuum", novamente produzido e dirigido por Augusto César Vanucci e com trilha infantil primorosa
O carro-chefe era Raul Seixas, o "Carimbador Maluco", personagem bizarro que tentava impedir a nave infantil de voar
Jô Soares era outro destaque, com "Planeta Doce", ao lado de João Penca e os Miquinhos Amestrados
Em 84, a continuação teve novamente Raul Seixas e outros astros, mas não repetiu o sucesso do primeiro programa
"Casa de Brinquedos"  trazia Toquinho de volta ao gênero infantil. O compositor criou diversos temas para o especial que tinha Dionísio Azevedo como uma espécie de Geppeto, um velho criador de brinquedos
A menina Aretha continuava estrelando a linha de especiais infantis da Globo, liderando o elenco de cantores e bailarinos
Entre os artistas convidados estava o MPB-4, que interpretou a hilária "Os Super Heróis"
O infantil diário matinal era comandado por Simony, na época a maior estrela do conjunto mirim A Turma do Balão Mágico. Ao lado da garota no programa estavam Castrinho e o boneco Fofão (Orival Pessini)
Posteriormente outros integrantes do Balão entraram para o programa, como Jairzinho, hoje Jair Oliveira
Além do matinal, a Turma do Balão também estrelou o especial "Amigos do Peito", exibido em setembro de 84. Em cena, Mike, Tob e Simony
Em junho de 86, Xuxa aterrisava na Globo, vinda do "Clube da Criança" da TV Manchete
A loira revolucionou o gênero infantil televisivo, ditando regras e modas com seu espantoso sucesso nacional - e depois internacional
Começava ali a era das apresentadoras infantis loiras e/ou sensuais, que gerou clones e imitações nas emissoras rivais e que dominou as décadas de 80 e 90 na TV
No ar até 1992, o "Xou da Xuxa" criou uma geração,  popularizou desenhos como He-Man, She-ra e A Caverna do Dragão e transformou Xuxa na maior celebridade do Brasil
Com o fim do "Xou da Xuxa", a Globo criou a "TV Colosso", um matinal comandado por cães-bonecos
O destaque era a esfuziante Priscilla, entre outros personagens
O programa trazia esquetes cômicos e desenhos animados, e tinha cartunistas como Laerte e Angeli na equipe
Mas Xuxa não saiu do ar: a loira comandava o infanto-juvenil "Xuxa Park", transmitido aos sábados
No ar até 2001, o programa era quase igual ao antigo "Xou da Xuxa" - a diferença é que focava no público mais teen, a partir dos 12 anos
Em 96, Angélica chegava à Globo, com o matinal "Angel Mix", calcado basicamente na fórmula do "Xou da Xuxa", com brincadeiras, crianças na plateia e desenhos
O programa foi ao ar até 2000, investindo em Angélica como a substituta de Xuxa no filão infantil da Globo
Dentro do "Angel Mix" era exibida a novelinha "Caça Talentos", estrelada por Angélica no papel de Bela
Outra novela dentro do "Angel Mix" era a ecológica "Flora Encantada", que entrou no lugar de "Caça Talentos". Angélica vivia Flora e contracenava com seres, criaturas e animais
Enquanto isso, Xuxa investia no público adolescente, com o "Planeta Xuxa", exibido aos sábados e trazendo números musicais e entrevistas
O novo infantil de Angélica ocupava as manhãs da Globo e se misturava à "TV Globinho"
A "TV Globinho" reeditava o antigo "Globinho", trazendo de volta o formato de telejornal infantil
O programa ficou no ar diariamente até 2012, quando passou para os sábados, onde está até hoje. Entre os apresentadores que passaram por lá, Letícia Navas e Emílio Eric Surita
Remake de "Essa Gente Inocente", programa da TV Tupi nos anos 70, o global "Gente Inocente" trazia Márcio Garcia como apresentador (na foto com Arlete Salles)
O foco era no talento das crianças, que cantavam, dançavam e conduziam entrevistas. Famosos também compareciam, como Cláudio Marzo
Em 2001, a Globo estreou sua versão moderna do Sítio, atualizando a obra de Monteiro Lobato
O destaque foi a menina Isabelle Drummond, a primeira criança a viver a boneca Emília (até então, a dissimulada personagem era encarnada por atrizes adultas)
A modernização do Sítio era tanta que até Dona Benta usava internet
O último grande projeto da Globo para o público infantil foi este matinal comandado por Xuxa de 2002 ao final de 2004
Xuxa (na foto, com a filha Sasha) tentava resgatar o foco no público infantil, mas o gênero já estava pra lá de desgastado. O programa não foi um grande sucesso, e encerrou o interesse da Globo em priorizar essa fatia da audiência