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Álbum

Imagens dos 'gatilhos de memória' de jovens adultos

Foto 11 de 14

Minha mãe comprou esse lençol da Mônica motoqueira quando eu tinha uns seis anos. Fomos a uma loja em busca de cortinas para o meu quarto, mas não gostei de nenhuma. Eu gostei é dos lençóis desenhados, e levamos três para casa. Recentemente, minha mãe quis jogar fora, mas eu não deixei. Escondi para ela não pegar.

Minha mãe comprou esse lençol da Mônica motoqueira quando eu tinha uns seis anos. Fomos a uma loja em busca de cortinas para o meu quarto, mas não gostei de nenhuma. Eu gostei é dos lençóis desenhados, e levamos três para casa. Recentemente, minha mãe quis jogar fora, mas eu não deixei. Escondi para ela não pegar.

Foto: Gabriel Quintão

Eu ganhei o Peposo no meu aniversário de um ano. Como saí de casa muito cedo, para estudar em outra cidade, aos 17 anos, acabei me agarrando a algumas coisas que me traziam memórias: álbuns de família e objetos. Me mudei de casa três vezes, e esse cara foi quem me acompanhou todo esse tempo.
Quando era pequeno, eu carregava o cara para lá e para cá. A memória que ele me traz é da prateleira da minha primeira casa, onde ficavam os brinquedos. Eu me lembro da sensação de estar naquele canto e me lembro dos tempos de quando minha família era unificada. Hoje, cada um vive em um canto. Manter o Peposo é uma forma de aquilo continuar existindo.
Como eu sou diabética, meus pais me davam coelhos de pelúcia na páscoa, em vez de ovos de chocolate. O primeiro coelho que ganhei foi a Paulinha, quando eu tinha sete anos. Lembro que me senti menos triste por isso. Eu dormia com ela e a carregava para lá e para cá.
Ela foi comigo na minha primeira viagem de avião, e eu lembro que fiquei muito brava porque a colocaram na máquina de raio-X. A minha coelha! Quando eu ficava brava, eu colocava a cara na barriga dela e gritava. Ela é muito boa para isso.
Eu ainda arrumo a cama com o meu urso Mário do lado. Ele tem o espaço dele. Quando eu era pequena, eu tinha uma prateleira cheia de bichos, mas sempre escolhia o Mário para dormir junto. Aos poucos, fui me desfazendo dos brinquedos, mas nunca consegui doá-lo. Ele já está todo sujo e velho, acho que nenhuma criança quereria ele hoje.
Eu ganhei o Mário de um tio-avô, aos cinco anos, quando minha irmã nasceu. Na época, eu gostei porque ele era um urso "grande" (para o meu tamanho na época). Ele era minha companhia de casa. Minha irmã tinha muito ciúme dele, e pegava escondida. Quando ela ganhou uma ursinha, deu o nome de Maria.
Eu ganhei o Lobo Mau do meu pai quando eu tinha oito anos, e foi paixão à primeira vista. Eu era muito fã de bichos de pelúcia, mas até então não tinha um "oficial". Ele tem o olho torto e é todo loucão. Meu pai comprou em promoção, acho que ele era daqueles bichinhos que ninguém quer comprar.
Eu levava o Lobinho para todos os lugares, colocava roupinhas, ficava com ele quando ia para a consulta do médico. Meu irmão o sequestrava quando queria me chantagear. Hoje, acho que o Lobo Mau é transexual. Além de ser roxo, ele têm olhos com esses cílios grandes de boneca. Como eu sempre fui estranha, acho que gostei dele por isso também.
O que mais lembro da minha infância é estar com o meu pai, a minha mãe e essa boneca da Mônica, com o Phil Collins tocando no toca-discos. Eu a ganhei com 3 anos e, desde então, nos tornamos inseparáveis. Eu brincava de criar historinhas com ela e interpretava as músicas dos filmes da Turma da Mônica.
Quando estava na 2ª série, sofri muito quando a levei para a escola. Os meninos pegaram a boneca e diziam que iam jogá-la fora. Eu nem sei dizer quantas vezes essa boneca foi importante para mim. Ela sempre participou de tudo que eu fiz. Eu sou apaixonada pela Turma da Mônica até hoje, e passei isso para minha filha, que hoje tem oito anos.
Minha mãe comprou esse lençol da Mônica motoqueira quando eu tinha uns seis anos. Fomos a uma loja em busca de cortinas para o meu quarto, mas não gostei de nenhuma. Eu gostei é dos lençóis desenhados, e levamos três para casa. Recentemente, minha mãe quis jogar fora, mas eu não deixei. Escondi para ela não pegar.
Eu só dormia com esse lençol porque ele é fresco e confortável. Com o tempo, acabei criando carinho por ele. Quando era pequeno, eu era fascinado pela Turma da Mônica. Tinha muitos gibis e fui alfabetizado com o Almanacão de Férias.
Esse sou eu, o escriba que tocou essa reportagem, com o Cachorrão, meu cão-almofada da marca Snif Snif. Eu ganhei esse cara quando tinha uns quatro anos, e ele era "gigante", quase da minha altura.
Eu "voava" pela casa com o Cachorrão, fingia que ele era o dragão do filme História Sem Fim. Meu irmão tinha um cachorro igual, mas branco, e a gente saía correndo, montado nos cachorros. Eu também inventava umas aventuras com ele e outros bichos de pelúcia que a gente tinha.