
As férias chegaram acompanhadas de uma intensa onda de frio em diversas regiões do Brasil. No Sul, cidades como Urupema (SC) registraram temperaturas de até −8,2 °C, congelando roupas no varal e fazendo muitos brasileiros buscarem destinos internacionais para aproveitar o descanso no verão, como na Europa, que segue batendo recordes de calor - na Espanha, por exemplo, foi registrado 46 °C nos últimos dias.
Diante desses extremos, quem faz uso de medicamentos sensíveis à temperatura precisa se preparar não apenas com roupas adequadas para o contraste térmico, mas também com cuidados específicos para o transporte seguro de fármacos como insulina, Ozempic e Mounjaro, que devem ser armazenados entre 2 °C e 8 °C durante todo o trajeto.
Para não prejudicar a estabilidade dos medicamentos durante o trajeto, é essencial utilizar bolsas térmicas ou caixas específicas que assegurem a refrigeração recomendada pelo fabricante.
“Seja qual for o medicamento termolábil, ele não deve ser congelado nem exposto a temperaturas extremas. Transportá-los de forma inadequada pode impactar negativamente seu funcionamento e até oferecer riscos ao paciente”, explica a farmacêutica e diretora técnica do Grupo Polar, Liana Montemor. “É importante lembrar que os frascos ou refis não podem estar em contato direto com o gelo, para evitar congelamento”, acrescenta.
Durante o percurso, os frascos ou canetas devem ser acondicionados em bolsa térmica ou caixa de isopor, porém, o gelo não deve ser comum, nem seco, uma vez que podem causar temperaturas negativas. “O gelo que pode ser utilizado é o gelo artificial espuma, com propriedades exclusivas que garantem a estabilidade na manutenção térmica de produtos de cadeia fria e é indicado para o transporte de produtos que requerem tempo e temperaturas controlados, principalmente para a faixa de 2 °C a 8 °C. Essas embalagens devem ser qualificadas por profissional competente antes do uso”, diz Liana.



