Além da dedicação de uma vida, ele explica que nunca precisou estudar arquitetura ou engenharia para assumir a obra com as próprias mãos. Ele se define como um simples trabalhador, nada mais. Por isso mesmo, ninguém colocou muita fé em seus planos, ainda que Justo tenha abdicado do próprio lar para se empenhar na construção da catedral, sem o apoio ou companhia de nenhum outro construtor. "Diziam, pelas ruas, que eu estava louco. Ninguém acreditava que eu seria tão dedicado, mas provei o contrário. Isso me deixa feliz, pois mostra o que um homem é capaz de fazer quando tem fé", acredita.
Justo se orgulha da criação e revela que a catedral ainda conta com um grande salão paroquial, claustros, pia batismal, cúpula e cripta, com direito a uma escadaria "nunca antes vista em Madrid". Enquanto viver, o espanhol continuará erguendo, bloco por bloco, o templo de um homem só.
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