Vírgula

Álbum

Veja a série fotográfica "It's ok to be a boy", de Adelaide Ivanóva

Foto 1 de 12

S. H., produtora cultural, foi abusada sexualmente aos 9 anos, por um vizinho tão próximo de sua família que era chamado por ela de tio. Ela só contou à mãe o que aconteceu quando era adolescente.

S. H., produtora cultural, foi abusada sexualmente aos 9 anos, por um vizinho tão próximo de sua família que era chamado por ela de tio. Ela só contou à mãe o que aconteceu quando era adolescente.

Foto: Adelaide Ivánova

S. H., produtora cultural, foi abusada sexualmente aos 9 anos, por um vizinho tão próximo de sua família que era chamado por ela de tio. Ela só contou à mãe o que aconteceu quando era adolescente.
M. L., jornalista e cineasta, foi assediada sexualmente pelo seu chefe, na empresa onde trabalhava como assessora de imprensa. Ela entregou o cargo, abriu um processo interno e o chefe foi demitido. Um processo na Justiça comum nunca foi aberto.
S. C., designer gráfica e professora universitária, passou anos numa relação abusiva – começaram com crises de ciúme, passando por agressões físicas e terminando em ameaças de morte. S. desenvolveu síndrome do pânico e automutilação. Por conta dos abusos, abriu um processo contra o ex, e vive atualmente sobre medida protetiva.
A. F. M. sofreu abusos sexuais sistemáticos dos 4 aos 14 anos, por membros da família e um vizinho. A. se mudou para um sítio, onde vive sozinha. Há 7 anos, faz trabalhos voluntários no Caminho de Santiago, ajudando outros peregrinos. Ela nunca contou para a família o que aconteceu, nem denunciou os abusadores.
C. F., estudante de letras, foi dopada e violentada aos 15 anos, pelo seu então namorado. Ela era virgem. O fato da violência não ter sido clara deixou-a muitos anos sem saber exatamente se aquilo era normal. Com o passar dos anos, ela entendeu que se tratou não da sua “primeira vez”, mas de um estupro.
C. D. foi abusada sexualmente várias vezes por um membro da família. Ela contou para a mãe logo após a primeira vez, mas como a mãe acreditou ser “imaginação” de criança, não contou nada mais para a mãe. Como os abusos continuaram, C. parou de freqüentar as reuniões familiares e isso acabou afastando-a da própria família, na qual passou a ser vista apenas como a “rebelde”.
L. V., arquiteta, foi vítima de abuso sexual duas vezes. Na primeira, aos 5 anos, sofreu uma tentativa de estupro por parte do então jardineiro da sua casa. Aos 12, foi abusada sexualmente pelo vizinho de uma amiga. L. nunca revelou o que aconteceu para a sua família. Mais tarde, sofreu assédio sexual numa consulta médica.
M. A., socióloga, foi abusada sexualmente durante vários meses, aos 12 anos, pelo pai da sua então melhor amiga. Os abusos aconteciam quando ela ia dormir na casa da amiga. M. não contou nada a ninguém, com medo de desestruturar a família da amiga e perder sua amizade.
M. P., designer e artista plástica, foi estuprada aos 14 anos, quando ainda era virgem, pelo recreador do hotel fazenda onde passava férias com a família. M. nunca contou a ninguém o que aconteceu.
R. E., jornalista, foi uma das vítimas de Abner Machado, publicitário carioca que atualmente responde processo na Paraíba por 50 crimes sexuais – dentre os quais, 11 estupros de meninas menores de idade. Logo depois do abuso, R. foi a polícia avisar que havia sido molestada na rua, por um estranho, e a única coisa que ouviu do delegado foi “Quem mandou andar sozinha na rua à noite”. R. estava voltando na Universidade, onde fazia mestrado.
A. C., estudante de medicina, passou anos numa relação abusiva. Seu ex-namorado, com quem tem uma filha, chegou a tentar estrangulá-la. A., no entanto, nunca denunciou o rapaz.
T. P., advogada, foi abusada aos 15 anos, quando fazia intercâmbio na Franca, pelo filho da família que a recebeu. Os pais do menino incentivavam os abusos, por acharem que ele precisava de uma namorada.